Logo após o jogo contra o Fluminense, atacante do Galo e revelação do brasileiro faz sua leitura do jogo, do campeonato e fala de sua saúde!
domingo, 21 de outubro de 2012
Leo Silva, o melhor em campo contra o Fluminense!
Zagueiro Leonardo Silva mais uma vez brilha e coloca o Galo na luga pelo título! Para mim o melhor contra o Fluminense.
domingo, 7 de outubro de 2012
Galo volta a jogar bola!
A vitória do Atlético neste sábado por 6 x 0 diante
do Figueirense nos remete imediatamente ao primeiro turno. Contra o Figueira,
na Arena Independência, havia outro sentimento em campo. Não era mais aquele
sentimento do início do segundo turno. Sim, porque começou o returno e de
repente o Galo perdeu a qualidade de grupo, de toque de bola, de
voluntariedade, de qualidade, de técnica. Uma bela e honrosa campanha começou a
ir para o lixo num passe de mágica.
Na 28ª rodada o time acendeu de novo. Não precisamos
ficar agora buscando explicações. Mas a paixão do torcedor não merecia isso. O
sentimento de amor, de alegria, de festa, de satisfação e de realização da
apaixonada torcida do Galo não precisava ter passado por esse momento tão ruim.
Detalhe: ela não parou e foi a mesma desde o início do campeonato!
No jogo desta rodada o Atlético simplesmente
mostrou realmente que o grupo é muito bom e sempre foi um candidato ao título.
Contudo houve uma lacuna, um buraco, um vazio que complicou a vinda do título
na campanha do returno. Hoje o time depende exclusivamente de um tropeço do
Fluminense. Não depende mais somente do belo futebol apresentado no primeiro
turno e nesta última rodada. O jogo contra o Figueirense foi um espetáculo para
a torcida. Assim como foi todo o primeiro turno.
Destaque para o incrível crescimento de um ídolo do
futebol brasileiro e, hoje, exclusivo da torcida alvinegra: Ronaldinho Gaúcho.
Muitos criticaram o presidente Alexandre Kalil ao contratá-lo. Muitos teceram
críticas e análises infundadas sobre sua possível atuação com a camisa do
Atlético. Mas as profecias falharam e prevaleceu a história de ouro deste
jogador. Quem vai ao campo assistir ao Galo vê um show à parte do R49.
Ele quis chutar para o gol? Ele pensou que a bola
entraria. Até agora se ouve este tipo de pergunta sobre o primeiro gol do jogo
marcado por Ronaldinho. A resposta poderia ser essa: coisas de gênio a gente
não discute, apenas aprecia.
A verdade é que o grupo voltou a jogar bola. Outra
novidade é a entrada de Felipe Soutto que deu velocidade ao ataque e abriu mais
espaço para atuação de Bernard, Ronaldinho e Jô (citaria Guilherme, mas
infelizmente ele não se encontrou no Atlético). Soutto, por opção do treinador,
amargou um bom tempo de banco e pode render muito ao Atlético nesta reta final
caso lhe seja concedida a devida oportunidade e conseqüentemente o ritmo de
jogo.
O Galo volta a brigar pelo título se continuar
jogando como campeão. Cada partida uma final. Apesar de não depender apenas de
seu futebol para o título há uma esperança: a tabela com dez rodadas pela
frente e um confronto direto com Fluminense para tentar tirar a diferença. Não
era para ter sido assim. Mas foi. Agora é torcer e deixar o radinho na orelha
ligado no jogo do adversário para que o grito de campeão seja entoado no
momento final.
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
O voto
Flávio Domênico de Araújo
Nossos votos, neste final de semana, serão esperanças, serão amigos, serão verdades, serão repúdios. Nossos votos neste final de semana serão nossa gota d´água...não aguentamos mais...o que?
Estarão recheados de promessas, de empenhos, de vontades, de sabedoria, de ignorâncias, de fé, de risos, de incredulidade, de tudo um pouco. Mas ao misturar todos esses sentim
Portanto, seja ele qual for, não o venda. Não o doe. Não o deixe ser seduzido. Não deixe ele se sentir só. Ele é único. É o seu desejo. É a sua possível convicção!
Vamos cuidar do nosso preciso voto! Bom voto!
Voto...oto...to...o...
Nossos votos, neste final de semana, serão esperanças, serão amigos, serão verdades, serão repúdios. Nossos votos neste final de semana serão nossa gota d´água...não aguentamos mais...o que?
Estarão recheados de promessas, de empenhos, de vontades, de sabedoria, de ignorâncias, de fé, de risos, de incredulidade, de tudo um pouco. Mas ao misturar todos esses sentim
entos ficará o gosto de que há um pouco de democracia neste pequeno ato, ainda chamado de voto... neste pequeno país, ainda chamado Brasil.
Portanto, seja ele qual for, não o venda. Não o doe. Não o deixe ser seduzido. Não deixe ele se sentir só. Ele é único. É o seu desejo. É a sua possível convicção!
Vamos cuidar do nosso preciso voto! Bom voto!
Voto...oto...to...o...
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
Senhora Ismênia acolheu o bolinho de feijão
Uma das minhas alegrias em ir ao antigo Estádio Independência, mesmo com
todo o desconforto em relação ao Mineirão, era comprar bolinhos de feijão
vendidos por um senhor nas arquibancadas.
Por essas e outras que digo, o antigo Independência tinha cheiro de
história. De povo. De torcida. Fato que, o charmoso bairro Horto acostumou-se a
acolher aquele navio de grama construído em seu meio. Não que o novo (Arena
Independência) seja diferente. Sofisticou-se. E, algumas coisas ainda não estão
tão legais dada à expectativa de sua pujança.
Meu primeiro contato com o novo estádio foi em maio no jogo Atlético x
Goiás. Cheguei de mansinho na casa nova. No palco reformado. Ao adquirir o
primeiro “pacote de alimento” neste estádio reformado vi que era uma nova era.
Dez reais deram para comprar apenas um salgado esquentado no micro-ondas e um
refrigerante. Salgado meio chicletes. Confesso: sabia que com o tempo eu seria
persuadido a consumir isso como única opção. Que saudade do velho e bom
tropeiro!
Vi que alguém havia sumido em meio a toda construção: o senhor que
vendia bolinho de feijão. Lembro dele gritando em meio as arquibancadas de
concreto e vendia bem. Era um preço bom e produto bem feito. Cheguei a comer o
bolinho quente por vezes. Mas ele havia sumido, ao menos até esta
quarta-feira...
No jogo Atlético x São Paulo, chegava eu pela rua Ismênia e uma
surpresa. Lá estava ele com seu balaio. O mesmo balaio marrom. A mesma oferta.
Na volta uma rápida prosa. Seu Marcílio há 25 anos vendia bolinhos nas
arquibancadas no meio do povo! Era uma opção caseira de tira-gosto.
Conversando comigo e, ao mesmo tempo atento ao possível consumidor,
disse que as coisas andam difíceis. Com o balaio ainda cheio de bolinhos ele
disse que já não vende mais como antigamente. Tentou negociar com a BWA pagar
uma porcentagem da venda, mas não houve sucesso.
Hoje não há mais espaço para
ele dentro do estádio. Antes havia. Um trabalho de duas décadas vencido pela
arbitrariedade do sistema.
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
Atlético derrota São Paulo em noite de festa no Independência
Galo volta a se apresentar bem, se alia à paciência e vence retranca paulista
Flávio Domênico
Era tarde da noite em Belo Horizonte. Faltavam apenas duas horas para o findar do dia e o Atlético entrava em campo. Via-se um time disposto a recompensar o torcedor aguerrido que o acalentou na Arena Independência. A festa estava armada e o grito de gol preparado para ecoar como um hino vibrante e vencedor.
Assistimos um primeiro tempo com o visitante paulista recuado desde o início da partida. Proposta nítida do São Paulo: explorar a velocidade do jovem Lucas. O jogo do adversário então se limitaria a isso.
O Atlético teve uma boa oportunidade de abrir o placar aos 25 minutos numa falta bem batida por Ronaldinho, gol evitado numa excepcional defesa do goleiro Rogério Ceni. Na seqüência o Galo jogou com um atleta a mais após expulsão do lateral-direito Douglas numa entrada violenta em cima do volante Leandro Donizete.
Mais espaço no gramado, contudo, o time do Atlético voltou a afunilar suas jogadas pelo meio e, algumas delas, se perderam nos pés do atacante Guilherme que, mais uma vez, não se apresentou bem. Facilitou assim o encaixe da marcação do São Paulo que tinha como proposta explícita, como foi no Morumbi, explorar apenas a velocidade de seus atacantes. Galo tinha pela frente um novo teste de paciência e o jogo nas mãos de uma só pessoa: Cuca.
Para felicidade da torcida, Cuca iniciou bem o segundo tempo tirando Guilherme e colocando o atacante Neto Berola. Logo aos 16 minutos, após jogada tramada entre o zagueiro Leonardo Silva, o meia Bernard recebeu na lateral direita e fez um cruzamento certeiro para a cabeçada firme do atacante Leonardo que abriu o placar para o Galo.
Aos 29 minutos o jovem Bernard saiu contundido e entrou muito bem o atacante Escudero. Começaram a aparecer mais as jogadas de Ronaldinho Gaúcho. O Atlético, apesar obrigou Rogério Ceni a fazer algumas boas defesas, administrou bem o resultado e seus preciosos três pontos. Richarlyson entrou aos 41 minutos após pedido de substituição feito pelo próprio atacante Leonardo.
Destaques do jogo: Pierre (o melhor em campo). O volante que, além de fazer com maestria sua função de desarme e contenção, cobriu bem os laterais, principalmente as subidas de Marcos Rocha. Na minha opinião, já merece ser visto como atleta nível Seleção Brasileira pelo talento, garra, determinação e regularidade de suas apresentações. Destaque para atuação de Ronaldinho Gaúcho, Marcos Rocha, Leonardo e Júnior Cesar que, apesar de não atacar bem, anulou o atacante Lucas.
O Galo segue firme. Com um jogo a menos. Foco é a liderança. Na Arena Independência festa, uma alegria incontida da torcida. Ruas enfeitadas pelos tremores das bandeiras atleticanas. Sorriso e felicidade. Assim, o Atlético Mineiro adentrou a madrugada desta quinta-feira na capital mineira: uma explosão alvinegra nos sonhos da massa.
domingo, 2 de setembro de 2012
É hora de por a “Cuca” para funcionar!
Início do segundo turno e o Atlético segue líder do Brasileirão com um
jogo a menos. Pode-se dizer que o Galo sente o cheiro de campeão e ainda está
com “a faca e o queijo na mão”. Time perdeu apenas três partidas no ano (Goiás,
Copa do Brasil; São Paulo e Corinthians, Brasileiro). É inegável que faz até
aqui uma excelente campanha.
Chamo a atenção para um fato: o time vive agora um momento de total
dependência do seu comandante: o técnico Cuca. Elogiei o crescimento do
treinador junto à equipe. Sua vibração, o tratamento e o respeito para com o
clube e, o notável crescimento que promoveu no elenco desde que chegou ao CT
atleticano. O técnico também é um dos responsáveis pela volta do futebol de
Ronaldinho Gaúcho.
Contudo, Cuca precisa neste momento estudar como nunca o returno do
Campeonato Brasileiro. Isso faz parte do seu continuo crescimento, assim como o
da equipe. Pensar as variações e possibilidades de escalação e substituição. Em
alguns jogos o treinador não tem sido tão feliz em suas mudanças. Além disso,
as principais jogadas ofensivas do Galo estão devidamente marcadas.
Uma das possibilidades que mudaria a tática do jogo do Galo seria, por
exemplo, a substituição no decorrer do jogo de Danilinho por Felipe Soutto. Tal
alteração daria outro aspecto de ataque e defesa além de liberar os laterais
Marcos Rocha e Junior César. Cuca tem insistido em mudar o time sempre com
Guilherme, Serginho e, por vezes, Escudero. Tais mudanças não têm alterado a
postura e o esquema do time se apresentar em campo.
Cuca tem um estilo próprio e, uma de suas características têm sido as
improvisações. Vale ressaltar, contudo, que ele tem um elenco no Galo que
dispensa a invenção. Às vezes é necessário fazer o simples. Na derrota para o
Corinthians não surtiram efeitos suas alterações. O Galo deu apenas dois chutes
certos no gol durante toda a partida contra um chute certo do adversário.
Treinador ainda insistiu em manter Leandro Donizete no jogo. Volante estava
amarelado desde os onze minutos do primeiro tempo e ele tinha opção de Serginho
e Richarlyson já que Soutto sequer estava no banco.
Lembramos que a derrota para o Corinthians não é algo anormal. É um
clássico contra uma grande equipe. Lembremos ainda que o Atlético venceu no
primeiro turno. Mas a apresentação do Galo em campo é que não foi normal. O
time precisa sair da dependência da genialidade de Ronaldinho Gaúcho. Jogadores
precisam voltar a se mostra em campo. Está na hora de voltar a raça e a técnica
apresentada no começo do campeonato!
Chegou a hora do
treinador rever seus conceitos para continuar a vencer e caminhar certeiro rumo
ao título honroso de campeão. A jornada é longa. Requer frieza, conhecimento e,
sobretudo, humildade para mudar no decorrer do caminho. Tenho certeza que o bom
treinador Cuca está atento a isso. Esperamos que ele saiba conviver bem com
topo da tabela até o final da missão!
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