flávio domênico
Agora uma médica cubana descobriu que, dos 10 mil reais que o governo brasileiro paga para ela participar do programa "mais médicos", ela fica com espetaculares 464 reais. Aliás, o governo não, nós brasileiros. Uma médica ganhando então no Brasil um salário menor que o mínimo. Ela perguntou para colegas de outros países e eles ganhavam mais...
Mas, mal sabe ela que aqui, por exemplo, um cidadão brasileiro que se aventura a tentar comprar uma imóvel pelo banco do governo (CEF) leva 1 e paga 2. E continuam insistindo em vender casa própria como sonho. Casa própria só é sonho numa sociedade escravocrata e exploradora. Claro, não é o caso do Brasil.
Um país onde você recebe um salário que mal dá para pagar seus impostos e contas.
A senhora médica cubana pode aproveitar que está aqui, pedindo asilo e refúgio, para ver que, embora o mercado seja livre, a compra é presa. Que nós brasileiros pensamos que recebemos um bom salário porque temos o maldito (ou seria bendito) cartão de crédito.
Que, embora aqui tenha um litoral exuberante e maravilhoso, uma família da classe comum não consegue viajar com seus filhos para conhecer esse vertical Atlântico.
Enfim, não é uma questão de PT,PSDB, PMDB,PC,e tantos outros partidos. É uma questão hereditária. Um vírus. Uma epidemia chamada oportunismo e exploração. Soberba, luxúria e ostentação. Um país onde ter um carro SRV lhe trás mais status que uma graduação, um mestrado, um doutorado.
Espero que a senhora médica cubana consiga seu asilo, refúgio. Mas espero que ela consiga depois sobreviver. Talvez, durante o processo, ela terá tempo de estudar e se preparar para tal situação.
A verdade é: o amor está congelando...não quero imaginar como será quando o coração parar de bater...
quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014
quinta-feira, 9 de janeiro de 2014
O DIA DO FICO!
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| Foto: Anna Ftg |
Descobri que o futebol tem um
coração! Tal fato ocorreu nas páginas do livro “Uma paixão em preto e branco”, do
poeta e escritor Roberto Drummond. Um presente que ganhei do jornalista e
organizador do livro, Alexandre Simões. Após a leitura posso afirmar: o futebol
tem um coração pulsando forte em todo planeta!
Roberto Drummond em 77 escreveu:
“eu acho que o futebol do mundo tem um coração”. Drummond, um declarado e
apaixonado atleticano, ressalta em determinada parte deste livro como o
Atlético jogava em 77. “O Atlético está, não seguindo chavões, mas destruindo
os chavões”. Ele dizia isso ao afirmar como era taticamente o Galo em campo.
Jogadores próximos, com talento, movimentação e improviso. Para o poeta e
escritor, tal apresentação devolvia ao futebol a arte e a alegria de jogar.
Drummond ressalta ainda a
naturalidade com que o time de 77 saia da defesa para o ataque. Era o coração do futebol pulsando forte no Atlético. No talento, na bola e na apaixonada e incomparável torcida.
Hoje, o presidente Alexandre
Kalil pediu licença e deu uma de escritor. Usando 60 caracteres ele anunciou na rede social
(twitter) a principal notícia do futebol mundial em 2014: Ronaldinho Gaúcho
renovou com o Atlético!
Tal fato acontece exatamente na mesma data, após 192
anos. A história desse país nos conta que, em 9 de janeiro de 1822, Dom Pedro I decretava que ficaria no
Brasil. Assim, Ronaldinho Gaúcho, no dia do FICO, assumiu o lugar do imperador,
roubou a data, a cena e anunciou para a massa: eu fico!
A notícia enaltece o futebol brasileiro
e mineiro, a administração do presidente Alexandre Kalil e sua diretoria. Independente
da proposta financeira astronômica envolvida na transação, o gênio do futebol
mundial escolheu ficar no Atlético e dizer não à Turquia. Sinal que, apesar dos pensares, o futebol
ainda tem sim um coração pulsando forte! Drummond, você descobriu! Você tem
razão! Graças a Deus!
quarta-feira, 11 de dezembro de 2013
O Galo não é a Zebra
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| Último jogo no Independência! Foto: Flávio Domênico |
Apesar do time alemão ter em seu elenco atletas com nacionalidades
diversificadas (exemplo, o francês Franck Ribéry; o brasileiro Dante; o
holandês, Arjen Robben), os comandados de Pep Guardiola representam uma nova
era desta boa escola. Bayern de Munique, posso afirmar tranquilamente, é o
candidato forte a erguer o título de melhor time do mundo no próximo dia 21, em
Marrocos.
Contudo, não posso entender a ideia dos mesmos comentaristas,
jornalistas e torcedores chamarem o Clube Atlético Mineiro de possível zebra.
Assisti tal fato hoje vindo de um comentarista do programa Redação Sportv. Mas
ele não é o único que pensa assim. Chamar um time de zebra é considerar
que seu elenco é altamente inferior, limitado e incapaz perante o outro clube.
Zebra no futebol é quando se causa espanto. Quando o time fraco vence o time
forte.
Assim, caso o Atlético passe pelo primeiro jogo e avance à final, caso
seja campeão, chamar sua conquista de zebra brasileira seria desmerecer um
título altamente importante para a história do futebol tupiniquim. É zebra, por
exemplo, o título mundial conquistado em 2012 pelo Corinthians sob o Chelsea?
Além disso, não posso aceitar que definam como “zebra” um time que tem
em seu elenco um gênio, como Ronaldinho Gaúcho. Pensemos ainda que o
Atlético tem nomes como Diego Tardelli, Jô, Victor e Réver.
Todos os citados foram recentemente convocados pelo técnico Luiz Felipe Scolari
e ainda tem chances de estarem na seleção brasileira de 2014 disputando a copa
do mundo.
Imaginemos então outra situação. Bernard (ex-Atlético), Réver, Ronaldinho Gaúcho, Jô, Tardelli e Victor estão na seleção. Final da copa do mundo entre Brasil e Alemanha. Caso a seleção brasileira vença a partida e sagre-se campeã seria uma zebra? O Atlético ainda tem nomes como Fernandinho, Josuê e Gilberto Silva que são experientes e tem uma carreira no exterior.
Como jornalista e amante do futebol, questiono este adjetivo
futebolístico que estão tentando atribuir desde já à possível conquista do
clube mineiro. Posso com responsabilidade dizer que o Bayern de Munique é o
time favorito à conquista do mundial de clubes 2014. Mas, mencionar o Atlético
como zebra na atual conjuntura do clube é, no mínimo falta de respeito,
principalmente com sua apaixonada torcida.
O Atlético hoje tem um elenco qualificado e tem tudo para ser respeitado
em terras africanas. O técnico Cuca tem ao seu dispor um grupo qualificado,
focado e disposto a lutar por esse inédito título de “donos do mundo”. Se vai
ganhar o caneco ou não é outra história.
Fica meu recado e, quem tem olhos que o leia: definitivamente Galo não é
zebra!
sábado, 9 de novembro de 2013
Futebol que a mídia não mostra
Alguns
produtos parecem ser fabricados pela mídia para serem eternizados como únicos e
ponto final. O futebol se tornou um desses produtos. Escolhem-se 3 ou 4 times e
são os melhores eternos do Brasil. Desde a década de 80 isso é notório.
Infelizmente parece que, para a grande mídia de massa, o futebol mineiro é
apenas um coadjuvante neste cenário de festa e negócios. Alguns fatos deste
cativante esporte com bola nos pés nos levam a crer nisso. Veja um deles: em
2012, o Atlético lutou pelo título com um time carioca até o final. Contudo, em
meio à disputa emocionante deste Brasileiro, era necessário dividir a atenção e
lembrar em rede nacional, nos mais diversos veículos de massa, a disputa do
mundial interclubes pelo Corinthians. Justo? Seria justo se o tratamento fosse
igual para todos que não estão no eixo RJ/SP. Não vejo tal divulgação com
relação ao Atlético este ano.
O
Galo disputa em dezembro o mundial interclubes em Marrocos. A competição que
revelará o melhor time de futebol do mundo. Mas, até o momento, diferente de
2012, o que vi foi uma propaganda do Mundial de Clubes de Futebol de Areia. E
talvez, por mera coincidência, enaltecendo a participação do Corinthians. Nada
contra os paulistas, mas é lamentável o descaso com a torcida mineira.
Tal
fato ocorre também com o Cruzeiro. Time disparou na liderança e praticamente já
garantiu o Brasileiro de 2013! Muitos torcedores questionam a cobertura
dispensada ao clube. A falta de ênfase no campeão, no time que está em
destaque.
O
certo é que o torcedor mineiro quer ver seu time estampado nos jornais, nas
rádios e na TV. Isso não vem acontecendo de forma correta e isenta nos grandes
veículos de comunicação. E tem incomodado e chateado o torcedor de Minas. Outro
fato: muitas vezes este torcedor é obrigado a escutar de comentaristas e
jornalistas esportivos que o nível do campeonato está fraco. Desmerecendo, por
exemplo, a supremacia da Raposa neste ano no Brasileirão.
Talvez
em Minas Gerais não se tenha uma mídia estadual de massa com autonomia
editorial tão independente para criar essa ênfase com os times mineiros. Jogar
sempre para cima. Chamar a torcida para dentro de campo. Despertar ainda mais
essa paixão no torcedor mineiro e inflamar essa festa. Faltam grandes matérias.
Pautas que enalteçam ao extremo as conquistas e trajetórias vitoriosas de
Atlético e Cruzeiro.
Minas
Gerais hoje é um gigante do futebol nacional, continental e mundial. O maior e melhor futebol da América e do
Brasil com apenas dois representantes na série A. Deixar de fazer festa para a
torcida mineira é um erro grave. Perde o futebol como esporte, magia e
entretenimento. Talvez para jogadores e cartolagem isso não faça a menor
diferença. Mas para o torcedor faz.
O
futebol sem torcedor é um produto extremamente chato e irritante. Até o momento
não vi destaque nenhum para a disputa do Atlético no mundial. Não há chamada,
não há reportagem, não há cobertura. Está na hora de rever os conceitos da
cobertura esportiva brasileira! Está na hora de rever os conceitos do
jornalismo esportivo no Brasil.
domingo, 13 de outubro de 2013
Entrevista com zagueiro Emerson
Entrevista com zagueiro Emerson, um dos melhores jogadores em campo na vitória do Galo por 1 x 0 no clássico contra o Cruzeiro.
quarta-feira, 9 de outubro de 2013
Minas Gerais domina o Brasil e as Américas
Um
“rolo compressor”! Sim, esse no momento é o Cruzeiro, líder do Brasileirão, que
precisou de apenas 30 minutos iniciais de partida para liquidar a Portuguesa e
chegar à espetacular marca de 56 pontos e 34 gols de saldo ainda na 25ª rodada!
E tem gente que já desdenha do campeonato. Alguns inclusive já falam da
facilidade do Brasileiro 2013. Mas o fato é que, o Cruzeiro e sua torcida não
tem nada haver com isso.
Temos
que destacar o trabalho da diretoria celeste, as contratações, direções e
decisões. Diretoria essa muito questionada num passado recente! Não podemos
deixar de citar no Cruzeiro a brilhante condução do técnico Marcelo Oliveira. O
comandante celeste deu um padrão competitivo e uma tática de jogo diferenciada
para o time que vai caminhando a passos largos rumo ao caneco.
O
Atlético vem amadurecendo sua preparação para representar o Brasil no mundial
de Marrocos. Posição alcançada pelo time alvinegro é fruto de um trabalho sério
e dedicado também de sua diretoria. Pelos cantos da Cidade do Galo alguém já quebra
a “Cuca”. O técnico Cuca já começou a estudar detalhes e, em silêncio vai
armando sua equipe. Sofre com desfalques e com um calendário que transborda jogos
para todos os lados!
Cuca
tem um importante traçado de estratégias neste trimestre final para disputar o
mundial de clubes. Precisa usar os jogos do Brasileiro no intuito de treinar o
Atlético em alto nível e tentar evitar possíveis lesões dos jogadores. É uma
tarefa árdua e importante. O técnico declarou em sua última coletiva que,
enquanto existirem chances do título nacional ele não jogará a toalha. O time
ocupa a 5ª posição da tabela e está a 18 pontos do líder. Contudo, apesar das
possibilidades matemáticas, o Galo pensa mesmo é no mês de dezembro.
Em
continente africano, o Atlético poderá ter como adversário, em espetacular
fase, o time alemão Bayern de Munique. A Copa do Mundo de Clubes da FIFA é, sem dúvida, a competição que toma conta neste
momento do coração da torcida alvinegra.
O
Bayern, sob o comando de Pep Guardiola (técnico que completou 42 anos de idade
e já atingiu a marca de 100 dias à frente do clube alemão), atropelou o
Manchester City pela segunda rodada da Liga dos Campeões da Europa. Encantou com
um futebol extremamente técnico e competitivo.
O
estilo do técnico (já apresentado em sua passagem pelo Barcelona) é o simples
que busca a perfeição: toque de
bola, posse de bola, passes certeiros, qualidade nas finalizações e muita movimentação. Esses cinco fundamentos
talvez sejam a chave para o Atlético jogar o mundial de igual para igual. É
certo que, para ter êxito contra a equipe alemã, o Galo precisará estar afiado
nestes detalhes e passar pelo primeiro adversário, ainda não definido na
competição.
Mas
se de um lado os alemães tem o tal do Guardiola, de outro, o Atlético tem o
gênio Ronaldinho Gaúcho. Jogador mais do
que credenciado para encarar qualquer equipe no mundo e que está em tratamento
intensivo de sua lesão. Departamento médico do Atlético está confiante na
rápida recuperação do atleta para o mundial!
O domínio
mineiro no futebol brasileiro e das Américas já tem incomodado muita gente. Vamos
lembrar caro amigo e amiga outro fato importante: Atlético e Cruzeiro estão
prontos para próxima temporada. Há tempos que não se via os dois times
iniciando um novo ano numa simples continuação de trabalho. Outro fato
extremamente espetacular para Minas Gerais: teremos Galo e Raposa (99% de
chances) na Libertadores 2014!
Precisamos
agora que o Coelho dê o seu jeito! Esteja com suas orelhas em pé, os olhos
vivos e atentos na reta final da série B. Quem sabe teremos três mineiros na
série A em 2014! Assim esperamos!
domingo, 1 de setembro de 2013
Estádios carentes!
Eu acreditava que o campeão da
Libertadores da América e o atual líder do Brasileiro avançariam para as
quartas-de-final da Copa do Brasil. Não por torcida ou clubismo. Mas pelas
características e qualidades de ambas as equipes.
Não foi o que ocorreu. São coisas do
futebol...Atlético e Cruzeiro poderiam fazer um duelo histórico pela
competição. Mas, o Galo esbarrou mais uma vez no Botafogo. O Cruzeiro amargou
uma eliminação para o Flamengo daquelas cruéis para o torcedor: nos minutos
finais do jogo. Contudo, abrirei mão de analisar ambos os times nesta edição
para falar de outro assunto.
Caro amigo e amiga, confesso que, no
outro dia, na manhã pós-eliminação das equipes, algo despertou minha atenção.
Era quinta-feira e, nos meus afazeres, eu observava o movimento nas ruas de
Belo Horizonte. Notei então que muitos atleticanos e cruzeirenses saíram com as
camisas de seus clubes. Notei a expressão de orgulho e paixão do torcedor de
ambos os times mesmo sofrendo ainda com o clima da eliminação. E então comecei fitar
neste personagem: o torcedor.
Veja este dado: até a 16ª rodada do
Brasileirão 2013 série A, a ocupação da torcida nos estádios chegou à apenas
38% num geral (Fonte: globoesporte.com). Aqui em Minas, o Atlético tem média de
ocupação de 47% e Cruzeiro de 52%. A ausência do torcedor e da festa tem
chamado atenção de muitos. Na TV, por questões de ângulos e posicionamento de
câmera para transmissão, percebe-se muitos espaços vazios. Principalmente nos
estádios maiores, como o Mineirão.
A verdade é que chegou a hora dos
articuladores do futebol fomentarem que o torcedor é seu maior cliente. Tudo virou
negócio? Então, que se trate o torcedor como cliente, mas com excelência. O que
seria de Atlético e Cruzeiro sem sua torcida? O que seria do futebol sem as
bandeiras, os foguetes, os cantos, as lágrimas e os sorrisos?
É preciso tirar o torcedor da poltrona
(como diria Renato Aragão, o “Zé Poltrona”) e valorizar e viabilizar sua
presença no espetáculo. Trazer o público de volta para o espetáculo! Mas ele
tem que se sentir convidado e muito bem servido nesta festa. Não é o que está
ocorrendo...
Preço alto dos ingressos, alimentação
ruim e custo alto, mobilidade ruim, falta de segurança, falta de
infra-estrutura são alguns dos fatores que tem tirado a vontade do torcedor de
ir ao estádio.
Outra situação é que, aquele personagem
apaixonado, que lotava qualquer jogo, não está acostumado a ver apenas uma
única partida. Não. Ele quer ir a vários. Quer ver de perto a campanha do seu
time. Mas hoje está complicado bancar financeiramente essa proeza. Ou será que
estão conduzindo o futebol para uma massa elitizada pronta para assumir essa
função? Não acredito. O futebol é um espaço onde todas as classes se unem e se
confraternizam. Um verdadeiro exercício de convivência e até mesmo de
cidadania. Mas podem estar perdendo essa ferramenta por descuido e soberba.
Pensemos ainda essa comparação: aos
poucos os campinhos de várzeas estão desaparecendo, as “peladas” agora só em
tapetes sintéticos e pagos. Raramente se vê uma peladinha em ruas, em campinhos
de terra, gramados, hoje na maioria das vezes apenas em locais fechados e
alugados onde se tenta ainda jogar futebol. Antes, por exemplo, nas quadras
internas do Conjunto IAPI, num sábado ou domingo se você acordasse 9h da manhã
teria de esperar para jogar! Isso porque a cobiçada e querida “peladinha” já
estava a todo vapor! Ao chegar à quadra você ficava na famosa “de fora” até
chegar a vez de seu time jogar. Bons tempos...
Hoje não é mais assim. Talvez por
isso tantos profissionais maltratando a bola...
Tal situação está chegando agora na
ida ao estádio. Os preços do tal “padrão FIFA” imperam, mas, esqueceram um
pouco do padrão “qualidade no atendimento ao cliente”! Está hora de investir mais
no projeto sócio-torcedor, nas parcerias e de chamar o público de volta para os
estádios.
Perdemos o charme dos barraqueiros que
ficavam do lado de fora do Mineirão, da resenha nos banquinhos das barracas.
Hoje sequer encontramos um prato tradicionalmente mineiro, o feijão tropeiro,
tão cheiroso e saboroso como aquele de um passado recente.
Contudo, creio que ainda há tempo para
rever tudo. Para devolver esse apaixonante e centenário jogo com bola ao seu
verdadeiro amante: o torcedor e a torcedora! Caso isso não aconteça, corremos o
risco do futebol num futuro breve perder sua magia e encanto e ser apenas mais
um enlatado distribuído como produto de primeira.
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